{"id":65,"date":"2019-06-13T11:49:26","date_gmt":"2019-06-13T11:49:26","guid":{"rendered":"http:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/?p=65"},"modified":"2019-06-13T11:54:25","modified_gmt":"2019-06-13T11:54:25","slug":"alta-do-inss","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/alta-do-inss\/","title":{"rendered":"Empregador que n\u00e3o deixa funcion\u00e1rio voltar ao trabalho ap\u00f3s alta do INSS pode pagar indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O <strong>Tribunal Superior do Trabalho (TST)<\/strong> condenou o Munic\u00edpio de Paranagu\u00e1, no Paran\u00e1, a indenizar em R$ 30 mil uma empregada que, apos ter recebido <strong>alta por parte da Previd\u00eancia<\/strong>, foi considerada inapta para o trabalho pelo m\u00e9dico do empregador. A funcion\u00e1ria alegou que a atitude do empregador afetou sua dignidade, pois a impediu de prover seu pr\u00f3prio sustento e a obrigou a depender da ajuda de familiares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida como \u201climbo jur\u00eddico\u201d, pois o trabalhador n\u00e3o recebe nem os sal\u00e1rios nem o benef\u00edcio previdenci\u00e1rio.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n<p>A empregada havia sido admitida em 1984 como auxiliar, mas ficou afastada por cerca de cinco meses, em 2012. Ela sofria de osteoartrose da coluna e h\u00e9rnia de disco. Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, afirmou que, depois de ser considerada parcialmente apta para o trabalho pelo INSS, o m\u00e9dico do munic\u00edpio n\u00e3o havia aceitado seu retorno por consider\u00e1-la inapta.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo da <strong>3\u00aa Vara do Trabalho de Paranagu\u00e1<\/strong> alegou que, neste caso, o munic\u00edpio deveria ter feito um exame minuncioso para comprovar a incapacidade de trabalho da funcion\u00e1ria. Por considerar que houve abuso de direito, o ju\u00edzo de primeiro grau condenou o munic\u00edpio ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral no valor de R$ 15 mil e dos sal\u00e1rios e demais parcelas devidas desde o dia da alta do INSS. O <strong>Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o<\/strong>, no entanto, reduziu a condena\u00e7\u00e3o para R$ 5 mil, o que motivou a auxiliar a recorrer ao TST.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio, em sua defesa, sustentou que a indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral \u00e9 devida apenas quando for comprovada a exist\u00eancia de preju\u00edzos irrepar\u00e1veis ao empregado e que a dispensa ocorreu nos termos da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do recurso de revista, ministro Jos\u00e9 Roberto Pimenta, observou que a repara\u00e7\u00e3o deve levar em conta n\u00e3o apenas a gravidade do fato, mas tamb\u00e9m o poder econ\u00f4mico do empregador e a efetividade pr\u00e1tica da san\u00e7\u00e3o aplicada, \u201ccom o fim de manter o equil\u00edbrio das rela\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d. Com base em precedentes, o ministro prop\u00f4s a majora\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o para R$ 30 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o gera jurisprud\u00eancia tamb\u00e9m para empregadores da iniciativa privada.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte EXTRA.GLOBO.COM<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou o Munic\u00edpio de Paranagu\u00e1, no Paran\u00e1, a indenizar em R$ 30 mil uma empregada que, apos ter recebido&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":66,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[30,29,31],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68,"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65\/revisions\/68"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bresciani-almeida.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}